terça-feira, 10 de abril de 2012

MEMBRO: A. J. Cardiais



A. J. Cardiais 
 pseudônimo de Antonio Jorge Dantas de Lima
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A. J. Cardiais é o pseudônimo de Antonio Jorge Dantas de Lima, nascido no dia 31 de março de 1954, em Salvador - Ba. A. J. Cardiais é o poeta, o vagabundo. Antonio Jorge é o servidor público estadual, lotado na Secretaria de Cultura. A. J. Cardiais participa de grupos artísticos, culturais e literários desde a década de 80. Foi membro de: Movimento Poético da Bahia, Cooperativa de Poetas e Escritores, Academia Castro Alves de Letras, Clube da Cultura, Galeria 13 e muitos outros. No dia 17 de setembro de 2010 descobriu na internet as comunidades ligadas à poesia, e filiou-se a algumas: Recanto da Letras, Poetas Teimosos, Pequenos Grandes Poetas, Texto Livre, O Melhor da Web, Angola Xyami, Poetas Del Mundo, Latino Poemas, Texton... e etc. Tem poemas publicados em cinco antologias e em três coletâneas, está participando de mais duas que ainda serão lançadas.
Meu email: ajcardias@yahoo.com.br
Minha cidade: Salvador - Bahia
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APELO A MEUS DESINFORMADOS EM FAVOR DA POESIA

Leiam Manuel Bandeira
leiam Carlos Drummond
leiam Ascenso Ferreira.

Leiam Vinícius de Moraes
Leiam Manoel de Barros
leiam outros e outros mais...

Depois leiam A.J. Cardiais.
Não é nenhum poeta novo.
Ele é um produto dos Poetas Marginais.

Com uma caneta na mão
atira em qualquer direção
em que estejam os seus rivais.

A.J. Cardiais 

Obs. O título é uma paródia do título de um poema de Drummond: Apelo a Meus Dessemelhantes em Favor da Paz.



ALGUMA POESIA

Caminho pelas ruas
e ninguém sabe
que eu sou poeta...
E se soubesse,
o que mudaria?

Bem, o que interessa
são os meus olhos leitores
que buscam
encontrar nas dores
alguma poesia.

A. J. Cardiais 



POEMA DO CHÃO

Não escrevo do alto...
Também não estou pousado
em nenhuma núvem...
Escrevo daqui, do asfalto,
do barro, do mato,
o que me toca o coração.

Pode ser uma dor
pode ser um amor
pode ser uma indignação...

Pode ser um devaneio...
Por que não?
Tudo me é permitido.

Sonho...
Mas não fico iludido.
A minha realidade não deixa.

A.J. Cardiais 


12 comentários:

  1. PARA GREGOS E TROIANOS


    Não arredo o pé
    de protestar na poesia
    enquanto a ralé
    “Comer” da hipocrisia.

    Aproveito-me dos versos
    e faço os meus protestos.
    Uns dizem que não presto,
    outros me acham honesto...

    Mas uma coisa é dita:
    Uma poesia bonita,
    não deve ser de manifesto.

    Tem que ser de utopia
    para agradar a Academia
    e enganar o resto.

    A. J. Cardiais

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  2. CANTADOR DE ARRELIA


    Sou cantador de arrelia
    anarquista do sistema.
    Dentro de mim o poema
    faz amor com a poesia.

    Sou procissão, romaria...
    Sou uma fé invernada.
    Dentro de mim a enxada
    capina o chão todo dia.

    Sou choro de Ave Maria.
    Meu coração é o momento.
    Sou o agouro, o lamento
    que deságua na poesia.

    Dentro da democracia,
    mora uma pá de idéias.
    Fora vivem as alcatéias
    morando na mordomia.

    Aqui paro a romaria
    pois se deixar, varo o mundo.
    Eu sou só um vagabundo
    que mora na filosofia.

    A. J. Cardiais

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  3. JUSTIÇA CEGA


    Ah, como eu gostaria
    de escrever só o belo...
    Porém o meu martelo
    condena a hipocrisia.

    Quando vejo a vida vazia
    que o povo está levando,
    acabo não suportando
    e explodindo na poesia.

    Esqueço da velha Academia,
    esqueço o trato, o contrato...
    Deixo tudo para depois.

    Aqui, neste retrato,
    o sonho é de feijão com arroz
    e fome de encher o prato.

    A. J. Cardiais

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  4. INSPIRAÇÃO

    Não escrevo quando quero.
    Também não sento e espero
    que o poema venha...

    Procuro.
    Provoco.
    Invoco.

    Fico feito fogo,
    procurando lenha.

    A J Cardiais

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  5. VIAGENS

    O barco...
    Cada navegante
    viaja em seu pensamento.

    Murmúrios só do mar
    e do vento.

    O barco
    corta as ondas
    enquanto que as ondas
    beijam o barco
    numa troca imprópria.

    A J Cardiais
    23.04.1990

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  6. A POESIA VOLTOU

    Muito reclamei
    por ter que levantar à noite
    para escrever;
    por ter que ruminar idéias
    remoer palavras
    estruturar versos.

    Sempre o mesmo movimento:
    Deita, levanta, escreve...
    Pensa, repensa, rabisca...
    Isso não vai dar em nada!
    Grita a minha razão, desesperada.

    Um dia foi-se:
    Cortaram o cabo, o elo, a inspiração...
    Ficou só a preocupação.

    Hoje ela voltou
    iluminando as minhas noites...
    Ah, quanta emoção!

    A J Cardiais
    13.01.2003

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  7. VISITE MEUS BLOGS:

    O Toco da Coruja:
    http://ajcardiais.blogspot.com.br

    Poemas, Loucuras e Etc:
    http://ajlinguasolta.blogspot.com.br

    Poemas Infantis - Criancice
    http://ajinfantilidade.blogspot.com.br

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  8. OUTROS TEMPOS


    O tempo está mudado...
    Quem vivia orientando-se pelo tempo,
    hoje vive desesperado.
    Antigamente quem plantava
    no dia de São José (29/03)
    já esperava o resultado:
    No dia de São João
    colheria sua plantação.

    Hoje não... Hoje o tempo
    não obedece mais as estações.
    O tempo ficou rebelde,
    por culpa das poluições.
    Eu tenho toda certeza
    que isto é a mãe Natureza
    mostrando suas condições
    e dizendo: Filhos,
    desintoxiquem meus pulmões.

    A. J. Cardiais

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  9. CARREGADOR DE ILUSÕES

    O poeta sai pelos becos
    arrastando a poesia
    das lamentações...

    Sobe a escadaria
    das indignações,
    sonhando que um dia
    dará um jeito
    em suas ilusões.

    A. J. Cardiais

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  10. Este comentário foi removido pelo autor.

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  11. Meu Link: http://www.poetasdelmundo.com/detalle-poetas.php?id=7360

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  12. Psicografando-me

    Tem poeta
    que escreve poema,
    bastando alguém
    dar um tema...

    Eu até posso fazer.
    Só que não sinto
    nenhum prazer.
    Só gosto de escrever,
    quando o poema “baixa” em mim.

    É uma coisa assim...
    Como uma psicografia:
    vem um poeta do além,
    e me dita uma poesia.

    Se vem de mim, ou de alguém,
    pouco me importa.
    Só espero que eles
    nunca me fechem esta porta.

    A.J. Cardiais

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